O tom operático

March 22nd, 2008 § 2 comments § permalink

Uma coisa que eu gosto em filmes é o uso de música que aparentemente está fora do contexto da cena para criar uma espécie de sensação operática em relação à mesma. Isso é difícil de explicar sem poder mostrar, mas alguns exemplos podem ajudar.

Alguém se lembra do filme Navio Fantasma e do momento em que a personagem de Emily Browning, a garotinha fantasma, mostra à personagem de Julianna Margulies o que realmente aconteceu. A cena é basicamente a única coisa que presta do filme, descrevendo os eventos com um acompanhamento musical perfeito e alguns pequenos momentos em que a cena se congela rapidamente para seguir adiante quase que imediatamente–eu não sei o termo técnico para isso. O efeito é conduzir o o espectador quase como um cantor de ópera consegue congelar o tempo e fazer com que as pessoas assistindo se sintam dentro da cena.

Outros dois exemplos são Extermínio e Extermínio 2. No primeiro, quando o personagem de Cillian Murphy invade o complexo em que alguns militares se esconderam para salvar suas companheiras. A movimentação do personagem, as paradas que ele faz ao longo do caminho que são refletidas na música e todo o contexto formam algo impressionante. No segundo filme, é o mesmo, com o personagem de Robert Carlyle correndo e deixando sua esposa para trás.

Esse tipo de uso da música e ação é algo relativamente raro em filmes e nem sempre o todo é memorável. Algumas vezes, com no caso de Extermínio, o efeito completa o filme e o torna, se não uma obra prima, pelo menos um representante muito bom do gênero.

Alguém se lembra de outro exemplo?

Kenna

January 19th, 2008 § 0 comments § permalink

A leitura de Blink acabou rendendo uma outra pequena surpresa. Um dos exemplos citados por Malcolm Gladwell é o músico Kenna que, segundo o autor, é um artista excepcional mas cujo talento vai contra o que o mercado espera embora entendidos consigam perceber de imediato o seu potencial.

Resolvi ouvir alguma coisa de Kenna e gostei tremendamente. Gladwell não estava enganado ao dizer que a música de Kenna é virtualmente inclassificável e que é uma mistura muito poderosa de vários estilos. As combinações são muito bem pensadas e se mesclam casualmente de uma forma que é bem satisfatória.

As músicas que eu estou ouvindo são do segundo álbum, Make Sure They See My Face e a variação é espantosa.

A primeira música, por exemplo, se chama Daylight e abre com um trecho bem New Age que logo evolui para uma mistura de eletrônica e soul que mais tarde vai se transformar em um rock operático.

Be Still, por outro lado, é bem soft com as características melódicos de um rock mais tradicional e algumas pontas de um synth pop bem leve.

As demais músicas apresentam composições similares que incluem hip hop, house and uma série de outras influências muito bem trabalhadas. A influência de U2 está bem visível em <Sun Red, Sky Blue e isso dá um toque adicional à música que eu gostei bastante.

No geral, uma adição muito boa ao meu conjunto de artistas interessantes. Vale a pena dar uma explorada se você gosta dessas misturas.

Virtual Guitar and Chordbook

January 9th, 2003 § Comments Off on Virtual Guitar and Chordbook § permalink

Para guitarristas, um recurso excelente: Virtual Guitar and Chordbook. Feito em Flash, esse programa permite que você visualize as cordas e ouça o som das mesmas. Além disse, há vários outros recursos e controles. Muito legal!

Tudo doendo

November 15th, 2002 § Comments Off on Tudo doendo § permalink

Estou todo doído da prática de guitarra hoje. Quase que duas horas direto tentanto estourar as caixas :-) Eu estava há um tempo sem praticar regularmente e estou sentido os efeitos do retorno: dedos, ombro e mão direita ficaram doloridos. O engraçado é que eu não esperava que os dedos doessem. Como eu já havia passado pelo processo de calejamento, achei que ia ser normal. Ledo engano.

De qualquer forma, foi excelente. O som da DC-3 é realmente incrível! É sempre um prazer tocar um boa guitarra. E melhor ainda é poder notar que estou progredindo.

Um sonho

November 8th, 2002 § Comments Off on Um sonho § permalink

Comprei uma guitarra Danelectro DC-3 de um amigo meu. É a guitarra mais fantástica que eu já ouvi na minha vida. Os três captadores são do tipo lipstick, ligados em série, que dão um som sem igual. Como eu estou aprendendo, eu estava usando uma Yamaha EG122 que pertence à minha igreja. Não há como comparar as duas. São tão diferentes quanto a água é diferente do óleo. É claro que isso também tem a ver com a minha empolgação.

A guitarra era um sonho meu, realizado agora. Eu agradeço a Deus pela oportunidade. Valeu, Zé!

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