A mente sem consciência

April 15th, 2008 § 2 comments § permalink

Eu não vou presumir que entendo mais do que um parte relativamente pequena do estudo publicado essa semana na Nature (link [via][2] o estupendo Peter Watts), mas a premissa do mesmo é que o cérebro começa a agir em certas decisões até 10 segundos antes que as mesmas sejam percebidas conscientemente.

Watts tem um comentário mais extenso do que eu pretendo fazer aqui, mas as implicações são bem interessantes. Como ele menciona no seu texto, é cada vez mais óbvia a diferença entre consciência e mente. E isso em um plano puramente físico, implicações filosóficas à parte. Obviamente, o debate sobre o assunto está só começando mas é um debate que com certeza vai suscitar opiniões radicais de todos os lados.

Como cristão, o conceito de livre arbítrio sempre foi algo de interesse dentro da filosofia/teologia dentro das quais minhas crenças existem. Existem correntes que vão desde a completa ausência do livre arbítrio–por supostamente violar a soberania e onisciência divina–até as que defendem um livro arbítrio tão completo que teria sido cedido pela Divindade em uma limitação auto-importa. As diferenças entre tricotômicos (espírito, alma/mente e corpo) e dicomtômicos (espírito/volição e corpo) são outro ponto de interesse dentro dessa questão do que realmente é a mente e onde a alma se encaixa nesse contexto.

Eu me confesso bem curioso sobre essas novas descobertas. Mesmo não sendo um Calvinista, minha visão de consciência e livre-arbítrio sempre foi mais próxima desse segmento (com a ressalva que consciência, usada em um contexto cristão, significa algo totalmente diferente da uso científico–âmbito moral versus conhecimento de sua própria existência, se alguém quer investigar mais). Essas novas descobertas só ajudam a colocar um pouco mais de lenha em um debate que já dura mais de 400 anos. Não vejo problemas: nesse caso, são as dissensões que tornam a coisa ainda mais interessante.

Epifanias

January 16th, 2007 § 2 comments § permalink

Kepler, ao descobrir a solução para o modelo planetário heliocêntrico:

“Oh, Deus, Todo-Poderoso, estou pensando Teus pensamentos!”

Einstein, ao comentar sobre a elegância da teoria da relatividade:

“Quando estou julgando uma teoria, eu pergunto a mim mesmo se, caso eu fosse Deus, teria feito o mundo desse modo.”

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