March 2nd, 2007 §
Observações randômicas:
Seguindo as dicas do Élcio, configurei o meu laptop para rodar o Beryl. Funcionou sem problemas e serviu para impressionar todo mundo que viu. Não sei se vou continuar rodando, considerando as vantagens de um desktop mínimo, mas é bem bonitinho.
A nova versão no Ning é muito bacana e permite a criação de sites “sociais” de uma maneira bem prática e eficiente. Como combina fóruns, blogs, gerenciadores de fotos e vídeos em uma interface bem descomplicada, é um competidor forte aos outros serviços desconexos que existem hoje. A versão anterior permitia pegar o código gerado para customização sem maiores problemas também. Não vi um link óbvio para isso, mas imagino que mantenha o que era o maior atrativo do serviço.
O Alex Castro comenta sobre a releitura de livros infanto-juvenis, considerando aqueles que sobrevivem na idade adulta e aqueles que se mostram fracos e mal-escritos. Concordo plenamente sobre O Gênio do Crime, do qual ainda tenho uma cópia desgastada por leituras freqüentes quando mais novo. Harry Potter (ou Haroldinho Maconheiro, como diria o TaQ), ainda não li: estou esperando a série terminar por causa da minha birra com autores demorados. Li O Escaravelho do Diabo algum tempo atrás e ainda achei bem razoável; talvez não tão bom quanto eu me lembrava, mas ainda passando no teste do tempo.
Ainda não achei uma solução GTD que atenda todos meus critérios. Enquanto o Propel’r não sai, para se sujeitar a um teste, fico com meus métodos de baixa tecnologia ainda. Se, no meio tempo, alguém descobriu alguma ferramenta interessante, não deixe de me dar a dica.
Assistir a trilogia O Senhor dos Anéis na versão estendida se provou uma tarefa realmente laboriosa: só consegui assistir os dois primeiros até o momento. Vou assistir o terceiro amanhã e depois comento aqui. Estou quase me convencendo a comprar as caixas.
February 28th, 2007 §
O Alexandre Inagaki relembra no seu blog o medley das músicas Somewhere Over the Rainbow & What a Wonderful World, composto e cantado por Israel Kamakawiwo’ole:
A primeira vez em que ouvi este medley de “Somewhere Over the Rainbow”, tema imortalizado por Judy Garland no filme O Mágico de Oz, com “What a Wonderful World”, sucesso de Louis Armstrong, foi em uma comédia simpática que Adam Sandler protagonizou ao lado de Drew Barrymore: Como Se Fosse a Primeira Vez. Logo após retornar do cinema, vasculhei a Internet em busca de informações: de quem era a voz daquela música que não conseguia mais tirar da minha cabeça?
Como ele fala no final da entrada, essa é uma daquelas músicas que, uma vez ouvidas, não saem mais da sua cabeça. A primeira vez que eu a ouvi, também um dos momentos mencionados pelo Inagaki, foi no episódio On The Beach de E.R. onde acontece a morte do Dr. Mark Greene, um um dos personagens mais antigos da série. Confesso que chorei de soluçar nesse episódio, em parte pelo fato de que tinha visto as primeiras oito temporadas em uma maratona e estava saturado com toda a estória.
Se você não conhece, dê uma conferida no vídeo do YouTube apontado pelo Inagaki: é um tributo a um artista que morreu cedo, mas cuja música vai continuar a afetar pessoas por muitos anos ainda.
February 23rd, 2007 §
Estou ficando velho para isso. Viagem de negócios cheia de imprevistos–embora o propósito da mesma tenha sido concluído com sucesso–e eu acabo ficando quase 40 horas sem dormir. Estou tonto como se tivesse tomado um desses remédios pancadaria que eles dão em hospitais quando você está sentindo muito dor (e antes que alguém pense que eu estou dando uma de House, eles dão isso quando você passa por alguma operação).
Carnaval, trabalho semana inteira (os sete dias mesmo), viagem. Realmente estou ficando velho. Bem, antes que essa entrada também pare de fazer sentido, se é que está fazendo, volto amanhã.
February 4th, 2007 §
Quando você é de uma família em que ninguém perde a cor do cabelo, a esperança é que isso se aplique também ao volume do mesmo. Irracional, talvez, mas não destituído de sentido. Afinal de contas, se o tempo poupa o que é mais complicado, por que não poupar também o que é mais simples.
A esperança é vã, porém. Há um tempo em que as visitas ao barbeiro são tão normais quanto qualquer outra atividade regular. E há o momento em que, quanto o espelho paira sobre a sua cabeça, você percebe que os fios ali em cima não são tantos como você gostaria de acreditar. E você percebe que o frio que você sente quando o vento sopra sobre sua cabeça não se deve somente ao clima. Mas, o progresso é lento e você não se preocupa.
O dia chega, entretanto, em que você está parado na fila do supermercado e, sem querer, olha para a imagem que é gerada pela câmera atrás de você. E percebe que sua cabeça ganhou um halo. Você olha novamente, não convencido de sua santidade inerente, e percebe que aquilo não é uma indicador de seu estado eterno. Você olha novamente, tentando se convencer do contrário, mas a verdade está exposta na luz refletida pela câmera.
E você se dá conta do que já sabia a muito tempo, da inevitável leveza da calvície. E decide que, se a batalha está perdida, o melhor é aceitar a derrota com honra e que haverá um tempo em que a leveza será substituída pela inexistência. Há tempo para tudo, mesmo para isso.
February 1st, 2007 §
Tudo bem. Quando a fonte do seu computador queima pela sétima vez em um ano e ninguém consegue descobrir o porquê, o que você faz?
January 28th, 2007 §
Depois de experimentar o Google Reader e o Newshutch como alternativas ao Bloglines, decidi ficar com o primeiro.
O Newshutch é um excelente leitor de feeds, mas é muito simplificado para o meu gosto. É bem rápido, não apresenta os problemas que eu mencionei anteriormente, mas também só serve para ler as entradas. Ironicamente, essa foi a mesma coisa que eu disse do Bloglines há mais de dois anos atrás (embora, na época, eu tenha concluído que leitores online não eram para mim).
Obviamente, o propósito principal de um leitor de feeds é, bem, ler feeds. Mas é sempre bom ter funcionalidade extra para ajudar a guardar entradas que você quer ler depois, ou marcar coisas sobre as quais você quer escrever e por aí vai.
A transição para o Google Reader foi bem tranqüila e, depois que eu me acostumei com o fluxo de leitura que ele favorece, comecei imediatamente a ver vantagens sobre o Bloglines.
A mudança principal é que a maneira mais fácil de ler as novas entradas no Google Reader é abrir todas e ir navegando usando o próprio teclado. Isso é exatamente o contrário do prático no Bloglines, já que, neste último, isso faria com que todas as entradas fossem marcadas como lida. Com o Bloglines, eu me acostumei a ir de feed em feed, lendo o que me interessava e, quando queria deixar algo para ler mais tarde, pedindo ao Bloglines que sempre deixasse aquilo como novo. No Google Reader, eu não preciso disso.
Uma outra grande vantagem do Google Reader é a possibilidade de marcar um item para posterior atenção via tags ou como um starred item. São duas maneiras práticas de controlar a leitura que ajudam bastante.
A navegação via teclado do Google Reader é muito mais refinada também–herança do Google Mail provavelmente.
Finalmente, o método de compartilhar links do Google Reader é mais prático, embora eu não tenha usado nem o do Google Reader nem o do Bloglines publicamente.
Concluindo, estou gostando bastante do Google Reader e vou aposentar a minha conta no Bloglines em breve.
January 21st, 2007 §
Depois de dois anos de serviço contínuo e bastante decente a um fotógrafo péssimo como eu, minha câmera decidiu morrer. A lente estendeu, a tela ficou preta e a câmera não faz mais nada: não liga, não se move, absolutamente nada. Aparentemente, ocorreu comigo o famigerado erro E18 relativamente comum às séries A e S da marca. Pelo que andei lendo, existem três soluções:
- Tentar desmontar e limpar a lente. Para um cara como eu, que nem lâmpada gosta de trocar, fora de cogitação. A não ser que eu ache alguém que tenha uma maneira bem fácil de faz isso, sem chance.
- Falar com a assistência técnica e pagar várias centenas de reais. Considerando o preço de uma nova, duvido que valha a pena.
- Comprar um nova.
A terceira opção me parece a mais interessante no momento. Aceito sugestões.
January 7th, 2007 §
Christian Bale é, na minha pura e obviamente subjetiva opinião, um dos melhores atores de sua época. Há alguns dias atrás, eu estava assistindo o filme O Operário e voltei a me impressionar com a extrema flexibilidade desse ator que me surpreende a cada nova atuação.
Assistindo esse filme, eu não pude deixar de comparar a atuação dele com a de Al Pacino, em Insônia. Os dois filmes possuem uma certa similaridade em temas, com dois homens basicamente se decompondo psicológica e fisicamente por causa da impossibilidade de dormirem e, embora diferindo quanto à causa do problema, conseguem mostrar muito bem os terrores da situação. E Bale não fica nada a dever a Al Pacino, que eu considero o melhor ator de toda história do cinema. Claro, Bale não possui toda a amplitude de atuação de Al Pacino, mas está indo por um bom caminho a se julgar por recentes atuações como a exibida em O Grande Truque.
Desnecessário dizer, recomendo o filme. Não porque é aparentemente um filme intelectual–quando a maioria dos filmes assim chamados apenas escondem a imbecilidade de um roteiro fraco atrás de uma edição feita para enganar o espectador–mas porque é uma estória bem contada e finalizada, com um atuação no mesmo pé.
November 7th, 2006 §
Saiu na edição desse mês da Info Exame uma matéria sobre Ruby on Rails, com comentários do TaQ, do Ronie Uliana, meus e de um outro desenvolvedor que eu não conheço. A matéria foi bem positiva, mostrando o Rails como uma boa tecnologia para se manter em mente, que vem ganhando adeptos no Brasil.
Destaque especial para o diretor da empresa do TaQ, comparando o Java ao Rails (120 dias vs. 5 dias). Se conseguirmos um case público desse, vai ter nego caindo duro.
Aliás, antes que alguém comente, minha foto está absolutamente ridícula.
October 9th, 2006 §
Você só descobre que alguma coisa está dando errado quando precisa que o resultado seja certo. Eu tenho um processo no servidor que faz o backup diário de todos os bancos de dados no mesmo. Eu já testei o processo várias vezes em outras ocasiões sem nunca ter detectado qualquer problema.
Esses dias, quando precisei de voltar um dos bancos que havia dado problemas, percebi que, pelas últimas semanas, o processo estava falhando bem próximo do seu início, salvando não mais do que dois ou três bancos de dados–e isso tudo por causa de uma tabela corrompida.
Mais uma lição do Murphy, de que nunca se deve confiar em algo mesmo que a documentação existente lhe diga o contrário. O problema está corrigido, com validações adicionais, mas como a rotação dos arquivos é semanal, os dados que eu precisava não existem mais. Pelo menos, como o sistema em questão é bem pequeno, foi possível restaurá-lo com o que havia ficado. Menos mal.