Você sabe que uma tecnologia atingiu o ponto de saturação quando alguém tem a capacidade de propor algo CMM-like para ela.
Rails é, definitivamente, o novo ASP–ou Cobol, ou PHP, ou escolha o que você achar melhor.
February 13th, 2009 § 14
Você sabe que uma tecnologia atingiu o ponto de saturação quando alguém tem a capacidade de propor algo CMM-like para ela.
Rails é, definitivamente, o novo ASP–ou Cobol, ou PHP, ou escolha o que você achar melhor.
October 19th, 2008 § 7
Durante o Rails Summit ’08, vários dos palestrantes tocaram em um ponto que me chamou bastante a atenção: o tempo perdido com as várias ferramentas online que usamos como RSS, Twitter, IM e outros.
Com a movimentação pesada aqui na WebCo, nos últimos meses, o Twitter era algo que eu tinha praticamente abandonado, carregando apenas ocasionalmente para ver uma coisa ou outra referenciada pelo pessoal durante o dia. IM é algo que, felizmente, nunca usei tanto e passo a maior parte do dia sem mais do que uma conversa ocasional.
Já o RSS, nem de longe. Olhando a parte de Trends no Google Reader, fiquei meio que abismado com os números: mais de 230 subscrições, 250 textos lidos por dia, em alguns dias superando até isso. Obviamente, para “ler” isso tudo eu apenas corro o olho sobre a maioria dos títulos.
Mesmo assim, como os palestrantes acima comentaram, isso acaba sendo uma enorme perda de tempo que poderia estar sendo dedicada a coisas mais interessantes. A mesma seção de Trends apontou que a maior parte da minha leitura é feita antes do começo do dia de trabalho propriamente dita e no período de dez da noite à uma da manhã. No mínimo, sono perdido que não dá para recuperar.
Depois de ficar meio encafifado com a coisa toda, resolvi fazer uma limpeza geral do Google. A primeira coisa foi limar mais de 130 feeds que não leio mais por um motivo ou outro. O segundo passo foi modificar a forma de categorização dos feeds: removi toda a categorização antiga e dividi o que sobrou em quatro novas categorias de prioridade: blogs para leitura diária, blogs para ler nos momentos vagos ao longo do dia se houverem, blogs para leitura semana, e o restante deixei em uma lista de leituras ocasionais.
Obviamente, isso tudo só vai funcionar se eu seguir a priorização. Caso não dê certo, há sempre a possibilidade de simplesmente deixar a leitura completa somente para os fins de semana. Mas considerado que apenas uns poucos blogs estão na leitura diária (e não são pessoas que postam diariamente) e que menos do que uma dúzia estão na próxima categoria, acho que dá para gerenciar.
Eventualmente, conto se deu resultado ou não.
September 1st, 2008 § 2
Uma das grandes novidades do dia é o novo navegador anunciado pelo Google: o Chrome. Embora os detalhes sejam relativamente poucos no momento, o que foi anunciado é significativo em termos de otimização da experiência de navegação–tanto no sentido de otimizar as páginas em si e o que as mesmas usam como de melhorar os pequenos detalhes do dia-a-dia de navegação por qualquer usuário comum.
Sem surpresa, o navegador é baseado no WebKit. Embora o Google tenha um acordo com o Firefox pela primeira página, a opção pelo WebKit faz mais sentido em termos de controle geral do que o Google quer fazer com o navegador. Mesmo com a reescrita promovida sob o Mozilla, o WebKit ainda passa o Gecko em vários critérios de integração e performance–e, como vem se observando nos últimos tempos, tem se tornada a escolha como renderizador de virtualmente todos novos projetos multi-plataforma de navegadores.
Vai ser interessante ver o caminho que os dois navegadores e também o Safari tomarão daqui em diante. O IE8 também está chegando, mas a menos que a Microsoft force uma migração mais deliberada, o risco é que o IE6 ainda continue a dominar por um bom tempo. De qualquer forma, mais oportunidades dentro dos padrões Web são uma boa coisa para todos usuários. Que venha o Chrome.
May 8th, 2008 § 22
Eu não escolheria Rails para escrever uma aplicação Web que consistisse, em sua maior parte, em processamento fora da interface com o usuário, ou cujo maior ponto fosse uma API;
Eu não escolheria Django para uma aplicação cujo domínio fosse extremamente complexo, com modelos dinâmicos, tabelas construídas on-the-fly, e funcionalidades similares;
Eu não escolheria Seaside para uma aplicação que consistisse em recursos individualizados, independentes e cujo referenciamento fosse essencial;
Eu não escolheria ASP.NET para um site inerentemente visual, cuja interface externa com o usuário fosse a parte essencial da aplicação;
Eu não escolheria Castle Monorail para aplicações de pequeno ou médio porte em que manutenção fosse mais importante do que o desenvolvimento de nova funcionalidade;
Eu não escolheria Ruby para aplicações de rede onde o potencial de instabilidade fosse maior do que o normal;
Eu não escolheria Python para um ORM ultra-adaptável;
Eu não escolheria ASP clássico ou PHP puro para coisa nenhuma.
April 8th, 2008 § 0
Hoje estávamos contabilizando idades na equipe–um exercício pueril–e me dei conta de que estou na situação em a quase totalidade da mesma está abaixo de mim em idade. É engraçado, porque foi a primeira vez em que me dei conta da inversão. O que não quer dizer absolutamente nada, é claro, mas encaixou com uma conversa que tive mais tarde com o Lemos sobre a nova geração que já está crescendo com a Internet e as profundas mudanças sociais que isto já está trazendo.
Como eu nasci em uma geração que não tem esse perfil, eu tento me manter longe de choques futuros desenvolvendo para o segmento. Até o momento eu tenho tido um sucesso razoável em permanecer dentro da fração da população que está ativamente envolvida com esse futuro em particular–se não necessariamente criando na maior parte do tempo, mas pelo menos participando.
Mas, o interessante dessa conversa posterior foi perceber que estamos a pouco tempo de um enorme momento de transição. A maioria das pessoas que se relaciona com Internet em uma base regular e que esteve no início do uso no Brasil, por exemplo, traça suas raízes com a Web nos anos de 93 a 98. Já se vão, portanto, 10 a 15 anos de evolução. Considerando que o Brasil possui um lag óbvio e olhando para a própria história da Internet como um todo, temos um recuo de 20 a 25 anos. Isso é, essencialmente, um geração.
Em outras palavras, há um geração que já está inserida completamente dentro de um contexto de Internet. Esse momento já chegou. É claro que como existem outros fatores que impactam na adoção e popularização das ferramentas (preços, banda, limitações tecnológicas, etc), o potencial que deveria estar nas mãos dessa geração não está completamente realizado. Mas é curioso pensar que os filhos dessa próxima geração nascerão em um contexto ainda mais fundamentalmente diverso do que estamos experimentando hoje.
O que me lembra do conceito de usuário médio, que ainda serve como referencial de criação. Esse usuário já anda precisando de uma revisão–um upgrade se você quiser–em capacidades e aspirações. O maior desafio de qualquer nova aplicação hoje é condensar e catalisar essas necessidades.
Isso leva à quase cômica idéia de a velha guarda já está experimentando sinais de fadiga (nada mais do que choque futuro). Quando alguém diz que não tem a menor utilidade para lifestreaming, eu só consigo ver os reflexos dessa substituição. Eu vejo a minha relação com o Twitter nesse termos. Há uma classe inteira de usos/funcionalidades que passam completamente batidos a menos que se considere essa mudança.
Tanto melhor. I, for one, welcome our new information overlords.
March 30th, 2008 § 1
Estava assistindo um pouco de TV hoje e vi um trecho de um episódio de CSI onde o Twitter é usado para colher informações sobre o suspeito de um crime. É claro, a representação é exagerada, com mais funções do que o aplicativo suporta, mas a introdução constante de ferramentas modernas em séries é bem interessante.
O mais interessante do episódio, entretanto, não foi o uso do Twitter, mas a leve indicação de uma consciência sobre o fato de que lifestreaming está se tornando uma coisa cada vez mais presente entre os usuários da Internet. Não é referenciado pelo nome é claro, mas a presença imersiva online está bem explícita na conversa dos personagens.
Também interessante é o que um dos personagens fala: “They don’t expect privacy, they value openness”. Essa é uma das maiores mudanças que está acontecendo em relação ao uso de Internet atual e algo que vai ser fundamental para a compreensão do uso futuro da mesma pela geração atual que está sendo criada sob seu manto.
Eu me confesso impressionado por ver duas coisas fundamentais serem expressadas com tal casualidade em um programa. Pode ser uma completa coincidência, mas não deixa de ser algo bem curioso.
March 21st, 2008 § 5
Na esteira dessas discussões todas sobre o IE8 e sobre padrões Web, eu vejo opiniões cada vez mais inflamadas sobre o que realmente é publicar um site compatíveis e tudo isso.
O que eu acho irônico na história toda é que você pegar os próprios sites da maioria dessas pessoas que enchem a boca para falar sobre padrões, você realmente verá páginas que passam validações completas, que usam elementos corretos, mas que, se você, por algum motivo, eliminar o CSS no navegador (ou JavaScript), viram um completa bagunça–e, em muitos casos, param completamente de funcionar.
Isso não tem necessariamente a ver com acessibilidade–muitas vezes o site até possui informações necessárias–mas com a confusão de que um uso de CSS para posicionar elementos e “vestir” as páginas é tudo o que há sobre padrões. Aplicações geradas pelos frameworks modernos são especialmente falhas nesse sentido.
Defenda os padrões, sim. Mas pelo menos garanta que o seu site é minimamente usável sob condições variáveis. Nunca se sabe quando alguém vai precisar disso. Muito provavelmente, o tempo todo.
March 15th, 2008 § 0
Com o aumento do número de serviços sociais na Web, um novo problema está surgindo: conseguir acompanhar os amigos e conhecidos nesses serviços. Se o objetivo primário é obviamente relacionar-se, uma maneira de ficar atento ao que está acontecendo nas esferas dos seus Indivíduos de Interesse, para parafrasear Iain M. Banks, é vital.
De dois anos para cá–embora o conceito seja um pouco mais antigo–muita gente está experimentando (1, 2, 3, 4) como lifestreams, agregações completas do material que é produzido nos vários serviços usados e disponibilizado via RSS.
O formato parece que está para estourar e vai ser interessante ver os usos que serão feitos sobre o mesmo. Para quem quer experimentar, há uma enorme seleção de serviços disponíveis, cada um com suas vantagens e desvantagens. Só a existência de tantas opções já demonstra que o conceito está se tornando mainstream e que é bem possível que em um ano seja uma das formas primárias de relacionamentos sociais online.
Aliás, isso é particularmente interessante porque quebra um pouco a questão de jardins fechados e expande sobre a idéia tradicional de blogs e planets.
Mais interessante ainda vão ser os cruzamentos possíveis sobre a informação gerada. Alguma aplicação possível de filtros bayesianos para correlacionar assuntos de interesse ao longo de topo espectro de lifestreams acompanhadas daria algo no sentido de capturar memes e reduzir a fricção causada pelo dilúvio de informações produzidas.
De qualquer forma, é um campo para se acompanhar de perto.
March 5th, 2008 § 5
Caramba, a Microsoft está surpreendendo nas últimas semanas. Depois de prometer a abertura de várias APIs e anunciar ontem mesmo que voltou atrás do cabeçalho de compatibilidade, liberou hoje o beta do IE8.
Ninguém realmente sabe quais são todas as características, mas é uma oportunidade boa de experimentar o que vem por aí. Pelo visto a Microsoft não quer ficar para trás mesmo. Color me impressed.
Atualização: Baixado e instalado em uma máquina virtual isolada. Primeira coisa que notei: tem um botão na barra de ferramentas com o título Emulate IE7. Aparentemente vão deixar o rendering engine do IE8 por padrão mesmo. Esse botão, é claro, deve desaparecer depois.
Atualização: Mais informações sobre o lançamento e sobre o programa de feedback.
March 4th, 2008 § 11
Peço perdão antecipados pelo trocadilho não-intencional do título, mas a notícia é boa: a Microsoft, em uma das poucas vezes em que resolveu seguir a opinião contrária dos desenvolvedores, resolveu tornar o modo de renderização do IE8 padrão e servir o do IE7 somente por requisição.
Esse é um ganho significativo para o mercado e uma promessa implícita de que o IE8 não vai começar a ficar para trás, puxando o desenvolvimento Web na direção contrária como o IE7 e IE6 fizeram. Também é uma forma de tornar os desenvolvedores que trabalham somente com ele mais conscientes do que está acontecendo fora do seu mundo.
De qualquer maneira, boa notícia. Espero que mais coisas como essa continuem a acontecer.